Nódoa no Brim Edição #18 | Fevereiro/2015

Por | 21 de março de 2016
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Resistência, repetição e diferença na lírica da desutilidade

“Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia.” (Manoel de Barros)

Seu nome era Manoel Wenceslau Leite de Barros, Nequinho para os familiares e Manoel de Barros para os leitores. Nasceu no dia 19 de dezembro 1916 em Cuiabá. No dia 13 de novembro de 2014, a chama de sua candeia se apagou, deixando os corações de seus familiares e leitores entristecidos. Mas o que os conforta é o fato de saber que, mesmo o silêncio da morte não apaga uma existência. Ainda mais quando se trata de uma existência repleta de potência criadora, como a deste poeta brasileiro, que iniciou seu percurso literário na década de 30, um dos períodos áureos da lírica moderna brasileira. Pois nesta época, Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade mantinham seu ofício poético ativo. Barros começou seu itinerário poético na era dos grandes, e fez jus a seus contemporâneos. Em seus livros, encontramos influências de Bandeira e Drummond, além disso, inscreveu seu nome na literatura brasileira produzindo ativamente por sete décadas.
Seu livro de estreia na cena poética foi Poemas concebidos sem pecados (1937). Suas publicações posteriores são: Face imóvel (1942). Poesias (1956), Compêndio para uso dos pássaros (1960), Gramática expositiva do chão (1966), Matéria de poesia (1970), Arranjos para assobio (1980), Livro de pré-coisas (1985), O guardador de águas (1989), Poesia quase toda (1990), Concerto a céu aberto para solos de ave (1991), O livro das ignorãças (1993), Livro sobre o nada (1996), Retrato do artista quando coisa (1998), Exercício de ser criança (1999), Ensaios fotográficos (2000), Poeminhas pescados numa fala de João (2001), Tratado geral das grandezas do ínfimo (2001), O fazedor de amanhecer (2001), Cantigas por um passarinho à toa (2003), Memórias inventadas: a infância (2003), Poemas rupestres (2004), Memórias inventadas: a segunda infância (2006), Memórias inventadas: a terceira infância (2008), Menino do mato (2010), Poesia completa (2010) e Escritos em verbal de ave (2012).

Vanderluce Moreira Machado Oliveira (PPGEL/IFMT)

 

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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