Nódoa no Brim Edição #25 | Setembro/2015

Por | 21 de março de 2016
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Literatura Infantojuvenil e leitura em questão

Em número de títulos publicados, há algum tempo já não se pode mais dizer que o mercado brasileiro é carente de textos destinados às crianças e jovens ou, ainda, que a maior parte desses textos são traduções de “velhos” clássicos, pois assistimos, nos últimos anos, um crescimento considerável de publicações voltadas para o público infantil e juvenil, o que coloca pais, professores e pesquisadores, entre outros, frente a uma série de novas questões, entre elas: Quais são os textos de boa e os de má qualidade? Como selecioná-los? Como utilizá-los, sem torná-los puro material pedagógico? Acreditamos que estas e inúmeras outras questões só poderão ter esboçadas suas respostas a partir do momento em que um contato cada vez maior com o texto ficcional for se realizando, acompanhado de leituras paralelas que discutem a questão.
Neste número, a expectativa é apontar alguns aspectos que “tradicionalmente” permeiam a produção literária destinada a essa faixa etária, já que temse notado uma latente dificuldade dos principais responsáveis pela apresentação dos textos às crianças e jovens – pais e professores, principalmente – em diferenciar, selecionar ou até mesmo refletir sobre o trabalho de criação do ficcionista, visando ao publico leitor, que completa a obra.
Outro fato a ser considerado é que vêm-se mostrando praticamente inesgotáveis as discussões que procuram delimitar, de acordo com critérios mercadológicos e/ou “acadêmicos”, o que é literatura para crianças, para jovens ou para adultos. Assim sendo, buscamos refletir sobre obras já consagradas e não somente aquelas indicadas por uma editora, pelas condições de comercialização / divulgação / circulação. Em outras palavras ainda, o intuito é reunir alguns parâmetros iniciais para o professor preocupado e atento a essas questões.
Vale ressaltar que o esforço será pela percepção do leitor de que o endereçamento dos textos voltados para a criança e o jovem apontam para um público “em formação” (moral, intelectual, emocional) e, portanto, para sua utilização na escola, mas que, por outro lado, no trabalho de elaboração artística, muitos autores, tais como Monteiro Lobato e Lygia Bojunga, procuram um modo de produção que está ajustado com o mundo da literatura e não apenas mercadológico.
Desse modo, os leitores devem perceber que muitos textos, embora pensados e direcionados para crianças e jovens, não podem ser consideradas no sentido pejorativo de “minoridade”. Muitas vezes, o autor consegue superar as ditas “concessões acessórias” ditadas pelas editoras, sem, portanto, desrespeitar o leitor.

 

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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