Nódoa no Brim Edição #37 | Setembro/2016

Por | 15 de dezembro de 2016
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Assentamento Antônio Conselheiro: A luta pela terra e a memória do assentado

A inscritura da voz e o dinamismo da oralidade versus a rigidez da escrita absorvem complexidades em narrativas memorialísticas catalogadas no Assentamento Antonio Conselheiro, a partir do projeto de pesquisa “O homem e a terra: identidade e cultura popular no Assentamento Antonio Conselheiro”. Amemória-lembrança, conforme postula Bergson (1999), motivada por percepções no presente, faz surgir o passado como miragem nostálgica, fração do tempo e da experiência. A relação do contador com esse passado é invariavelmente lírica, como explica Frederico Fernandes (2002, p.25), “cada contador […] imprime na história suas marcas: vivências pessoais, lembranças próprias. O relato oral é um misto de lembrança e atualizações, nele se reproduz um fato que é coletivo e também crivado de impressões pessoais.” Desse processo a memó- ria realiza uma “negociação” entre a memória coletiva e a memória individual, estabelecendo pontos de contato na reconstituição de uma base comum. As vozes, neste caso, do Assentamento do Antonio Conselheiro convergem para o processo de configuração da luta pela terra.

Walnice Vilalva (UNEMAT/FAPEMAT)

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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