Nódoa no Brim Edição #4 | Outubro/2013

Por | 21 de março de 2016
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O assombro como origem da literatura mexicana

O Nódoa no brim deste mês traz a professora, pesquisadora Maria Eugenia Flores Treviño, da Universidad Autonóma de Nuevo León. Doutora em Humanidades e artes, pela Universidad Autónoma de Zacatecas, donde obteve Menção Honorífica com a pesquisa “Función poética del lenguaje: la ironia en el habla de Monterrey”, publicada em livro em 2008. O texto, “O assombro como origem da literatura mexicana”, foi apresentado em outubro de 2012, na Universidade do Estado de Mato Grosso, Programa de Pós-graduação em Estudos Literários, como realização de missão de pesquisa e docência do Convênio Internacional celebrado entre a UNEMAT e Universidad Autônoma de Nuevo Leon.
O texto que trazemos nesta edição pretende oferecer algumas ideias, sumamente esquemáticas, sobre o surgimento e a essência da literatura mexicana, de suas primeiras expressões, para brindar uma panorâmica sobre as raízes culturais da palavra no México, de um enfoque transdisciplinar que abarca a história, a literatura e a sociedade.
Propõe-se, com base nas ideias de César Fernández (1984), o assombro como a gênese da expressão literária mestiça no México, uma vez que o insuspeitado, o insólito e o inesperado geram no ser humano capacidades verbais estéticas inéditas, que o levam ao emprego da linguagem, da língua de maneira original e extraordinária.
Cada época encontra seus próprios motivos para assombrar-se. O homem primitivo o teve com o fogo, o da Idade Média com a pólvora, o homem do Renascimento com a bússola e o astrolábio, o da modernidade com a penicilina, com a eletricidade, com a estrutura do átomo, com o cinema… enfim, o gênio do homem assombra ao próprio homem.
Interessa deter-se especificamente num acontecimento como ponto de partida: o chamado “Descobrimento da América”, independentemente do debate que o termo “descobrir” suscite, pois, no México dos anos 80, graças ao estudo de Edmundo O´Gorman (La invención de América. 1984), assistiu-se à discussão sobre “descobrimento” versus “invenção”.
É indubitável que a chegada dos espanhóis a terras caribenhas em 1492 e chegada às costas mexicanas de Hernán Cortés em setembro de 1519 geraram uma profunda transformação cultural e linguística em ambos os povos. Igualmente deram lugar a uma riquíssima geração de textos cujas características se localizam na fronteira entre o histórico e o literário, e é precisamente este caráter de textos limítrofes que permite situá-los nas origens da expressão estética mexicana. Já que o homem, admirado, aturdido e às vezes espantado com o que testemunha ou vive, elabora fábulas, lendas e narrativas de índole sumamente singular.

María Eugenia Flores Treviño

 

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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