Nódoa no Brim Edição #49 | Setembro/2017

Por | 2 de novembro de 2017
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A voz da Ancestralidade em Pedra Canga (1987) de Tereza Albues

 Pedra Canga é o primeiro romance de Tereza Albuês, organizado em capítulos curtos, traz a narração em primeira pessoa que permite o estatuto explícito da parcialidade, a conciliação da dúvida diante do que é narrado. Entretanto, a narrativa subverte a possibilidade da dúvida ao intercalar entre a primeira pessoa, outros narradores que ganham espaço à medida que vamos percebendo a composição da experiência. Partindo deste olhar acerca  da narrativa,  a primeira pessoa conforma o discurso  da experiência apreendida a partir de outras experiências enunciativas, construídas pelo conhecimento popular. Tais  narradores, inseridos na pequena comunidade de Pedra Canga, carregam a alteridade dos narradores orais, com apelo pela verdade, pela consagração irrestrita da tradição. A enunciação cumpre um papel social no ciclo de continuidade da narrativa, da experiência de narrar, da mesma maneira que faz compreender o sentido comunidade.  A narrativa dos mais velhos ensina, educa os mais jovens. Esses narradores, na obra de Tereza Albuês são as vozes que criam as performances dos narradores orais.

Patricia Casagrande (PPGEL/UNEMAT)

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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