Nódoa no Brim Edição #6 | Janeiro/2014

Por | 21 de março de 2016
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Memória dos pioneiros de Tangará da Serra

Sabemos todos que o desbravamento do Brasil se deu a partir do litoral, deslocando-se posteriormente para o interior do país, através dos fenômenos conhecidos por Entradas, Bandeiras e Monções, expedições, empreendidas no Brasil Colônia para a exploração do território, descoberta de riquezas, captura de índios e de escravos. Normalmente, nos livros de História, tais feitos se reduzem a narrações pouco emocionantes. E os destinamos ao baú de cultura, como eventos de tempos imemorais. Habitantes urbanos em sua maioria, hoje poucos se dão conta de que esse fenômeno teve versão moderna ainda na primeira parte do século XX. Graças à política do poder central conhecida como “ Marcha para o Oeste”. Uma das regiões atingidas por essa ação, em Mato Grosso, é aquela em se situa o município de Tangará da Serra. Entre a serra de Tapirapuã e a dos Parecis. Recortado por uma rede de rios e córregos, além do Sepotuba, pertencentes à bacia do rio Paraguai. Há muito que, à procura de diamante e ouro, houve quem se embrenhasse nessa região. Com o insucesso dessa empreitada, passou-se à extração da raiz de uma planta nativa nas matas ciliares, popularmente conhecida como poaia E por ali andou o Marechal Rondon, encarregado pelo presidente Afonso Pena de estender linhas telegráficas até o norte do país.
Tais pretensões de povoar o interior do país tomaram forma nos anos 40. O objetivo era de fundar uma grande colônia japonesa, em uma área considerável entre o Sepotuba e a Serra de Tapirapuã. Com a 2ª Grande Guerra, porém, as aquisições foram denegadas aos japoneses e somente os brasileiros puderam prosseguir no processo de posse. Originou-se, assim, a colonização do território que mais tarde resultaria no atual município tangaraense.
Dentre os brasileiros, estava a família Borges Leal, cuja gleba foi comprada, em 1953, por Júlio Benevides Martinez, Joaquim Oléa e Fábio Lizerne. Estes fundaram Companhia Imobiliária Tupã para a Agricultura e implantaram o loteamento a que denominaram Cidade Tangará da Serra. De São Paulo, Paraná, Minas Gerais para cá se deslocaram famílias inteiras. A primeira tarefa dos “picadeiros” era buscar, no território coberto de vegetação, campo de pouso para avião, para uma cartografia da região. Antes de erguer-se uma moradia, era preciso que com o avião se mapeasse o cerrado e analisasse as matas ciliares do vale do Sepotuba. Floresta virgem era, pois, o que aí se enfrentava.

Tieko Y. Miyazaki (UNEMAT-PPGEL)

 

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O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

Autor: Núcleo Wlademir Dias Pino

O Núcleo Estudos da Literatura Wlademir Dias Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq e liderado por Walnice Vilalva e Tieko Miyazaki.

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